
Não sou religiosa, nem vou à igreja. Mas acredito em Deus. Acredito que há uma força maior que rege o universo, acredito na lei do retorno. Não leio a bíblia, mas acredito que os dez mandamentos se resumem no primeiro, e isso é o bastante.
Já fui uma católica excessivamente praticante. No momento mais conturbado da minha vida busquei apoio no catolicismo, no budismo, no espiritismo e até me converti ao evangelho... Mas foi o tempo que se encarregou de curar as minhas feridas e de trazer as respostas que eu precisava.
Já ouvi dizer que Deus não nos daria problemas, se eles não nos fossem necessários. E sempre acreditei que a dor nos faz crescer. Por isso, acho que cresci bastante nos últimos dias. Eu estava tão apreensiva, com o coração apertado... Pensei em largar tudo, em começar do zero, em voltar ao passado e sair fechando as brechas que foram abertas pelos meus erros. Perdi o sono e a inspiração. Mas me restou a fé, então pedi um sinal, e ele veio.
Na metade do dia, tudo (ou quase) que estava escuro se revelou. O fardo estava pesado demais, então reclamei, e Ele ouviu. Então tratou de resolver logo as coisas, como se me falasse:
"Então é isso? Tanto sofrimento por tão pouco? Tsc, tsc... Não era isso que eu esperava, não de você! Não depois de tudo pelo que você já passou... e ultrapassou! Mas tá bem, já que você está sendo boazinha, e já que pediu com jeitinho, eu vou dar o que você quer, exatamente como você quer!"
Aí Ele me deu, e agora percebo que não sou eu, e sim Ele, quem tem que resolver a maioria das coisas. As vezes eu acho que Ele já trabalha tanto, e que não é necessário incomodá-Lo, aí vou tentando fazer tudo sozinha. Até que Ele puxa a minha orelha só pra me lembrar quem é que manda no pedaço.
Desculpa, chefinho! Prometo que a partir de agora vou me comportar melhor, vou deixar que o Senhor resolva tudo... Mas será que podemos continuar conversando daqui de casa mesmo?